Solidão
“A solidão não é ausência, mas o espaço onde a consciência encontra sua própria eternidade.”
(Citação da série Mediunidade: Meu Caminho Entre Dois Mundos)
Quando se diz isso, não se trata de um paradoxo vazio, mas de uma verdade profunda. A solidão não é falta de companhia, mas presença de si mesmo.
É como um deserto silencioso que, ao invés de ser vazio, revela cada detalhe escondido; ou como um lago tranquilo que reflete o céu inteiro quando nada o perturba.
Nesse espaço, a consciência se expande e percebe que há em si algo que não se esgota: uma chama que arde sem depender do tempo, uma eternidade que não precisa de testemunhas.
Assim, a solidão se torna justificável porque não é um buraco negro, mas um teatro interno onde a consciência encena sua própria infinitude.
O silêncio e o isolamento não são apenas privação, mas condição para o encontro com o eterno em nós.
É nesse palco invisível que o ser humano descobre que a verdadeira companhia não está fora, mas dentro: uma presença que não envelhece, não se desfaz e não se perde.
A solidão, então, deixa de ser sombra e se torna luz — o instante em que o finito toca o infinito e reconhece que, no íntimo, habita a eternidade.
Por Roberto Ikeda

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