A Vida não grita. Ela sussurra.
E apenas os corações atentos conseguem ouvir.
A vida é feita de instantes que passam depressa demais para quem vive distraído e lentos demais para quem sofre em silêncio. Ela não se mede pelo número de dias, mas pela intensidade dos sentimentos que carregamos em cada passo. São os momentos simples — um olhar sincero, um abraço que acolhe, um silêncio que compreende — que constroem tudo o que, um dia, chamaremos de eternidade.
A felicidade não mora na ausência de problemas, mas na capacidade de encontrar sentido mesmo em meio às tempestades. Ela nasce quando aprendemos a agradecer pelo que temos, sem deixar de sonhar com o que ainda virá. Quem entende isso descobre que viver é um ato de coragem diária, e permanecer é um gesto de amor consigo mesmo.
O amor… ah, o amor é a linguagem da alma. Ele não se explica, se sente. É o que nos une quando o mundo tenta nos dividir, o que nos levanta quando tudo parece ruir. Amar é permitir-se ser luz na vida do outro, mesmo quando estamos aprendendo a iluminar a nossa própria escuridão.
A vida nos ensina que tudo passa — a dor, o medo, as incertezas — mas aquilo que é verdadeiro permanece. Permanecem as memórias, os aprendizados, os vínculos construídos com sinceridade. Permanecem as sementes que plantamos no coração das pessoas através de palavras, gestos e escolhas.
Que nunca nos falte fé para continuar, esperança para recomeçar e gratidão para reconhecer o valor de cada amanhecer. Que saibamos viver com mais presença, amar com mais verdade e lembrar que cada dia é um convite sagrado para sermos melhores do que fomos ontem.
Viver é agradecer.
Viver é sentir.
Viver é amar, mesmo quando dói.
E quando partirmos — porque todos partimos um dia — que fique aquilo que realmente importa: a marca do bem que espalhamos, a paz que oferecemos e o amor que tivemos coragem de viver.
Porque a vida, quando vivida com alma, nunca termina. Ela se transforma.
Autor: Roberto Ikeda 🌿

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