Minha data...
Hoje, entre um ano e outro, percebi algo que talvez só o tempo seja capaz de ensinar. Ontem, conversando com meu pai, algumas lembranças voltaram como pequenos flashes de eternidade. Instantes simples… quase imperceptíveis quando aconteceram. Risos antigos, palavras esquecidas, olhares, fases da vida que pareciam tão longas naquele tempo e que agora cabem dentro de um único suspiro da memória. E então compreendi: os aniversários não são apenas celebrações. São portais de consciência. Porque, a cada ano, não comemoramos somente a idade. Comemoramos a travessia. As dores que sobrevivemos. Os sonhos que ainda carregamos. As pessoas que caminharam conosco. As ausências que ensinaram silêncio. E as presenças que transformaram o mundo em um lugar mais humano. O tempo é curioso. Enquanto vivemos, acreditamos que ele está indo embora. Mas talvez não. Talvez ele esteja nos construindo. Cada ano deixa marcas invisíveis na alma. Algumas chamadas maturidade. Outras, saudade...